deslocados do postigo até à porta de casa, vasos
creio sobretudo que quando morremos entramos
num sketch dos monty python acredito mesmo nisto assim
como estou convencido que o algodão doce é mesmo
a forma acertada de começar a pensar o problema da
globalização. a malta arrasta por aí os entreténs suaves
como cigarros até à boca depois de coiso, e nisto entrevê
que é como quem diz entressonha a brevidade como uma
alta forma de proprioperceptividade um contrabaixo angular
e uma janela. tens comentários sobre isto? parte-me
uma fatia desse bolo por favor, e ao coração ver-te assim
abandonada e a desoras numa estação. trigo limpo caminhar
contigo a noite toda ou quase uma noite completa e ao fim
disso não saber ainda conjugar no futuro
os nossos nomes. hoje, enquanto pedia um
ventil deram-me (na casa universal aqui ao fundo
da rua, sabes?) uma caixa que tinha o dito com um isqueiro
lá dentro a empregada sorriu. isto enquanto dizia quatro
e meio e me deixava o bolso cheio daquelas moedas horríveis
de cinquenta cêntimos. jogava pinbóis a tarde toda com elas
não fora haver poucos antros aqui à mão. e às vezes fico mesmo
cansado. é a porra de uma espécie de portadas metafísicas
que se fecham em tudo quanto é sítio e um gajo ali
sem direcção ou um snooker onde brincar à vez com as leis
da física. prefiro bilhar (tu sabes isso) de três tabelas mas
aqui pensei ficasse melhor mais ajustado preferir o dito
snooker. e há ainda a questão dos buracos, que na mesa
de bilhar não encontras. mas olha: merda e merda e muita merda
para os símbolos, apetece dizer. estou farto destes
gajos que vivem em dois mundos. bígamos
de merda. eu nem um. e por isso quando choro (ou isso) não
há água onde o faço. e paço também: rima. se vires bem
na mala tens lá moedas. podes sempre telefonar-me, se quiseres.

6 comments:
porque é que ao ler-te, bruno béu, me lembro do porto, dos cafés da cidade, dos telefones públicos, de névoas ribeirinhas, de ruas de paralelos de granito?
(em lisboa, não era assim. vá-se-lá perceber porquê, um outro teu poema houve que me fez lembrar as calçadas da capital, lá para os lados dos alunos de apolo, a caminho do bairro alto)
porque deve estar muito bem lido, blue. é que sou lisboeta; mas, por isto e aquilo, sou bilingue há muitos anos.
em relação a uma e outra há diferentes distâncias quando olho.
abraço bom.
e eu que só conheço esta rua gosto quando vocês falam de outras... é como se às vezes pudesse sair daqui...
abracinho bom, bruno e blue
:)
bom também, sophia, com diminutivo e tudo. (e só às vezes, vzinha, que sempre era uma chatice)
po caso das moedas acabarem...
e ñao haver um bilhar por perto onde brincar
(eeee este ser bem mais fácil de jogar
do que o outro)
http://bp2.blogger.com/_Q-tlKaqUAIM/Ryk5LAhT8EI/AAAAAAAABnw/MAfNitJcfgs/s1600-h/FlashG27.jpg
oh mar.. tu és mesmo muito mas mesmo muito boa a visitar e a abrir olhinhos de surpresas. e também tramada!! (é que me deixas com as palavras todas espalhadas, e eu nem as sei bem escolher e dizer como queria..) como é que sabias que eu quando era piquenino tinha assim um desses?! é tão giro, isso de coincidir.. não era do flash, mas era igualzinho!! sabes, eu gosto de pinbolar e rir e brincar um pouco.. e depois há aquilo da bola ir cheia de velocidade, e lá vai ela, acender luzinhas e mais luzinhas; e depois vai o outro quando ela se afunda (assim, à vez, sabes? é muita bom).
olha, abraços bons-bons-bons (e algodão doce).
Enviar um comentário