on photography
com isso conseguia erguer melhor
o copo, um ou outro verso não
demasiado curto, até ocasionalmente
sorrir. e nem o fazia no fundo apenas
por troca com as palavras que às tantas lá
nos falham. desta vez é domingo. só
a júlia atrás do balcão espera
que a noite termine, para se ir embora.
as manhãs são ruínas, pensa (ele) e
todavia, nem por isso as noites são menos
fortes. vinte euros nem é caro. levanta o
último copo no ar. sorri à júlia,
brinda com ela ao seu regresso (finalmente)
a casa. e olhando pela base do copo
(a júlia só pensa no fim da noite) sorri
àquela íntima ausência, teimando no coração
de tanto ou quase tudo.

17 comments:
as manhãs são ruínas, e todavia
nem por isso as noites são menos fortes.
e muito é o que dizes e tudo muito bem fotografado no fundo deste texto.um beijinho, bruno.
palavras com imagens.imagens de palavras.
muito surpreendida com o teu universo de escrita*
viajo (hoje, ainda em pensamento) ao sul, 38,5 e os rostos vão passando. é quando chego a casa...
abraço, ainda do centro.
"As manhãs são ruínas."
Lindo, Bruno.
Um abraço apertado daqui.
venho barafustar.... já que andamos em marés de indignação!!!! e eu começo a ficar possessa
que se passa com esta porcaria da blogger que há três dias que não consigo publicar um única imagem?
tu consegues?
vou entrar em furite aguda
vou ficar raivosa
vou bufar feita touro enraivecido !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
e agora que já desabafei ,vou manifestar.me noutra freguesia
.
um beijo
entretanto, aida, a passagem que transcreves teve um acrescentozinho ou outro.
(eu gosto ali da júlia)
um beijo.
agradeço-te a visita e o comentário quenn frog.
(tem piada, o nome)
um abraço, e até uma próxima.
boa viagem ate lá, menina do sapatinho vermelho. (ajuda-me, o 38,5 é o quê?)
boa estadia, e bom abraço.
obrigado, Ela.
outro abraço bom.
(é sempre bom estar dentro
de um desses)
gabriela, como vês aqui não há dessas (imagens); por isso também não barafusto com o blogger (não sobre essses assuntos).
38,5 = café (não de engolir, só de engolir com os olhos)
hoje é um beijo, antes da viagem.
é bruno, gosto dessa escrita das manhãs em ruínas, embora ontem tivesse escrito que é nelas que as sombras caiem e definham.
(foi bom encontrar-te por lá)
também blue. as manhãs recebem muitas coisas.
(é bom andar por lá, mesmo quando não me encontras)
abraço bom.
É muito interessante a tua poética, tecida de minimalismos quotidianos.
Acho que percebi; não poderíamos estar mais nos antípodas... :)
Abraço.
não creio que tenha uma coisa dessas - poética. isto é mesmo tudo emprestado.
quanto aos mínimos, é uma questão de quão grandes nos vemos. (o nosso corpo é a primeira unidade de medida: pés, passos, polegadas...)
isso dos antípodas, até pode ser. mas isto gira, e nós também lá caminhamos (também nos lembramo, a espaços, de sítios por onde passámos). a fatiota pode ser diferente, e todavia pode estar-se a olhar para o mesmo lugar.
abraço
(aqui, um gajo nunca se distrai)
Seria fantástico transformar este apontamento em cliques-respirares. Acompnhado de sons de piano como tão bem o sabes fazer. Fica a proposta.
Abraço, rapaz.
Paulo Martins
já aqui não vinha há imenso tempo.
a sugestão é boa (mas sou mau tradutor/transformador).
um abraço.
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