da dualidade, funâmbulos, e considerações de carácter luminoso
na rua, como se houvesse sempre
uma linha imaginária: braços abertos
nós íamos os dois, tu à frente e eu
à frente, na outra vez. e claro, nós
desequilibrávamo-nos ou caíamos. às
vezes, tu para um e eu para outro
lado; outras vezes era os dois juntos
para o mesmo. se havia sol? acho
que sim, havia: dos dois lados
da linha. e também quando chovia
era giro pois íamos no mesmo
guarda-chuva, tu chegada para trás e
eu muito chegado para a frente.
(e quando caíamos, ainda havia sol
dos dois lados)

54 comments:
adoro a tua geometria periclitante.
boa, ana e salomé;
só que assim eu não sei o que dizer de volta (e isso não se faz)
estou aqui
mas não consegue dizer nada
nadinha
mute
e o resto
é tudo
sorriso
puxa bruno
que coisa tão tão...
(eu vai ali e já volta)
ó bruno, tu deves achar que se pode ficar aqui sentada na poltrona todo o dia. mudas assim a música, para uma ainda mais linda. e postas assim um aglomerado de palavras dos mais lindos que já li.
o que vale é que posso espreguiçar as pernas no banquinho das três pernas com triângulo equilátero e tudo. ah pois.
bjinho tóxico*
mar, isso é só carregar
no mesmo botão, e o mute
desmuta-se.:)
então vai lá e boa viagem.
beijinho.
sua oportunista, tóchica!
com que então agora já gostas do meu banquinho?
(a josephine manda dizer que é catita tu gostares da quadrazinha cantada)
beijinho.
é muito bonito este poema.
agradeço-lhe, António.
(aproveito e felicito-o pelo blog «António Quadros», e pela Memória que assim não desliza para o outro lado de si.)
um abraço.
infelizmente só pude ir na sexta, não participei nessa janta que parece ter sido épica, pelo menos a avaliar pelo estado de alguns dos convivas :)
o meu mail é luisfilipecristovao at gmail.com. dispõe.
;) *
música linda.
tudo tudinho muito lindo aqui:)
um beijinho.
ambos ... em fio de prumo
em perfeito equilíbrio
[sempre BELO]
.
um beijo
pois, bruno. ao ler imaginava a linha de um trapézio de circo em que a tela era o sol e o sol o guarda-chuva a que as mãos se agarravam.
(as coisas que as palavras nos dizem)
ó bruno, nunca ouviste dizer que quem desdenha banquinhos, no fundo, no fundo, quer é espreguiçar os pézinhos? :p
Mas faz-me lembrar poéticas de que também gosto. O paideuma do poeta e o do leitor poeta nunca são exactamente o mesmo.
vim aqui saber de ti, bruno. ver se já terias deixado mais umas das tuas coisas bonitas e assim para eu ficar a olhar. põe outro texto rapidinho, sim?
beijinhos.
E outro.
dizer que é belo será sempre pouco. mas é belo.
acho que qualquer dia organizamos aqui um piquenique à espera de um poema novo:P
ui... um piquenique! e eu levo a vinhaça para trocar as linhas ao poema... e para que ele nos troque as voltas a nós todos... na linha... desalinhada...
:)
depois de férias no coração político da europa, o regresso a lisboa, os regresso aos blogues...
lançamento do livro a 6 de julho
...só para dizer o quanto aprecio a tua maneira "matteroffactly" sofisticada de "empoetar"...e, porque mo pediste, de informar que agora estou aqui:
signa.tumblr.com
um pic-nic? já há banquinhos e tudo, boa ideia :p
Vejo que mudou a música.
Fez-me lembrar Mourão-Ferreira, num poema em que se questiona sobre o equílibrio. Com cinco sentidos (e outras complicações) não há hipótese de não caírmos, para lados diferentes muitas vezes. Não quer isso dizer que não haja sol em ambos os lados.
José S.
Outro.
Abraço,
muito interessante
luís, isto é quase indecente só responder agora, mas confirmo-te as suposições quanto à janta. foi porreiro, com muita boa treta a regar os líquidos. numa outra certamente tretaremos um pouco.
um abraço.
salomé, para além de gostar da tua faceta comentarista aqui no espaço, concordo com ela muitas vezes (a foster, acho eu, agradece).
abraço.
aida-que-agora-é-enfim-susana,
se vieres sempre dizer coisas dessas, tu passa por aqui mais vezes por favor! (brincadeira)
beijinhos.
é qualquer coisa assim, é sim, Gabriela. (exceptuando a parte dos parentéticos rectos, que porém agradeço)
abraço e bons dias.
olá, blue.
(e as coisas que nós lhes segredamos)
se ali as minhas falaram contigo, deixa-me que te diga que não fizeram mais do que a obrigação delas (como vês tenho-te em muito boa conta como visitadeira)
abraço.
claro que ouvi, tóchica.
não me lembro se com ou sem maiúsculas, mas foi exactamente assim.
(estás à vontade, ó polva)
lord, nesse ponto concordo absolutamente. digo até que essa distância, tanto maior, mais luminosa.
um abraço.
ó susana-que-já-foste-aida, rapidinho rapidinho não foi, mas já foi. e muito te agradeço que com coisas tão boas lá no teu espaço venhas aqui a este beco ver os comboios passar.
toma lá mais uns beijos por isso.
eh pá, Hugo, quase que fico enrascado com o que esse laconismo implica. agradeço-te. prezo a tua leitura.
grande abraço.
não é nada pouco, ó ana c.
chega bem para ficar todo cheio de gratidões. ler já é bom pra catorze; dizer disso é supinpa (com u ou com o).
beijinhos.
ó lebre, e tinhas que vir tu aqui areboliçar-me o espaço, com ajuntamentos de malta que depois me entorna por aqui os mais variados líquidos. (mas vinde vinde, que pic e nic ficam sempre bem numa frase).
pois é, sophia. eu bem que desconfiava que a vinhaça vinha logo de seguida. (desalinha aí os textos, desalinha, a ver se os gaijos ficam mais apresentáveis)
a outra sophia, caso não saibas, a breyner, é que dizia que primeiro escrevia os versos, e depois dava-lhes a ordem (neste caso, o alinhavanço)
férias no coração deve ser bom, l.
agradeço-te passares por aqui.
manda notícias lá do livro, e leva um abraço.
ó jorge, agradeço-te a informação sobre as novas coordenadas, e ainda os epítetos refrescantes que vais deixando sempre que passas.
maneira "matteroffactly" sofisticada de "empoetar" está um primor (até mereceu itálico).
um abraço.
é boa ideia é, tóchica.
(mas trata bem do banquinho, hã? em dúvida, senta-te em cima aí de uns textos, mas cuida do piquenote:)
José S., a queda é de facto o mais fácil. e enquanto houver sol de um lado, ainda a vontade se orienta. o pior é mesmo quando é indiferente para que lado caímos (porque haja apenas sombras nos dois)
agradeço a leitura.
um abraço.
abraço, Hugo.
(assim repetimo-nos os dois)
bom saber que tem algum, Fernando.
(reconheci-te por causa da música. tu também obras ao piano..). vai contando coisas.
grande abraço.
eu? eu não estou a arreboliçar espaço nenhum,eu lá sou lebre de provocar reboliços?
lê lá essas questões ótravez
(mas desta, depois do último ponto de interrogação, olha atentamente para a tua imagenzinha)
que tem a minha imagemzinha? estou a olhar atentamente e não vejo lá nada que diga que a lebre provoca reboliços.
(eu só queria um picnic)
tens razão, lebre.
(agora sinto-me culpado)
procedi muito mal quando pensei que eras arreboliçadeira..
não sei em que estava a pensar.
(eu contei, e foi risota de 34s, mais coisa menos coisa.)
risota? quem rui? e acho muito bem que te sintas culpado, até as orelhas ficaram murchitas.
e sinto (muito, estou práqui cheio de culpas, tázabêr?), mas depois tu enganas-te e escreves "quem rui?", e eu rio-me (e depois sinto-me inocente).
inocente? tu? A GOZAR COM UMA POBRE LEBRE?
coitadinha de mim, uma gralha entrou pelo meu comentário adentro e depois o menino ri e sente-se inocente. não é justo (sim, sim, estou a fazer o papel de Calimera)
sim. eu mesmo (eu tanto).
lebre, oube lá isto (e pensa na minha inocência):
RISOTA? QUEM RUI?
(isto é lindo)
(a ana drago hoje também estava muito calimérica nas imagens. foi algo combinado?)
ó que carais, eu comentei aqui e não apareceu nada:|
então aqui vai desta:
lebre que é lebre nao é lebre que combina lebrócalimérices com ninguém!
e o rui, é uma gralha muito cheia de penas e que as anda a espalhar por estas caixas de comentários (está a ficar um bocado calvo, mas não lhe digas).
(se aparecerem dois comentários quase quase iguaizinhinhos, a culpa é do blogger. se não aparecerem, anda pela blogosfera um comentário perdido)
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